Não sei bem o que eu estava sentindo naquele momento, era uma mistura de medo e fascínio, que me deixava atônito enquanto olhava praquela figura surreal.
Uma garota pequena, aproximadamente 13 anos eu diria, trajava um vestido de um vermelho tão vivo que parecia emanar de suas veias e espalhar-se pelo tecido, ou seria do sangue de suas vitimas que jaziam no chão.
Ela possuía um brilho sanguinário no olha, enquanto me olhava como se estivesse analisando o que faria comigo em seguida.
Vinha em minha direção, como se eu fosse um criminoso.
Aquele olhar, era maldoso, é como se me consumisse a cada instante.
A cada segundo, eu estava sendo manipulado, como se fosse um escravo. Ela não tinha piedade das minhas rezas, e também não sentia minhas súplicas.
Seria ela pandora, que havia saído do seu descanso nos domínios de Hades, e agora viera para a terra buscar a alma dos pecadores?
Realmente, ainda não sabia quem ela seria.
No entanto, eu já não mais tinha forças, eu sucumbia sob aquele céu noturno, que antes era tão estrelado mas agora parecia um buraco negro, escuro e sem fim.
Então ela se aproximava de mim lentamente, quando me deu um último golpe me fez cair sobre aquele chão amaldiçoado por outros pecadores.
E eu me dei completamente por vencido, após aquela tulipa negra que ela havia jogado sobre o meu corpo. O que a parecia estar me violentando, porém com um ar bem distinto.
E quando me recuperei, eu me encontrava naquela junção de almas mortas, onde durante séculos reinou a atormentação na mente de todas as nações.
Porcelain Doll
Postado por
Luis.
às
14:33
Ela usava um vestido vermelho que me chamava a atenção de uma forma surpreendente, não era um vestido decotado ou colado, típico para seduzir, era apenas um simples vestido de verão que ficava largado por cima do corpo desleixadamente, talvez fosse apenas a dona que era de uma graciosidade jamais vista por mim.
Seu cabelo simetricamente amarrado no topo, abaixo estava desajeitado e largado pelos ombros, o que inspirava uma perfeição magnífica.
Seus olhos, agitados e indecifráveis me fizeram pensar coisas além da imaginação.
Um rosto perfeito e pálido como o de uma boneca de porcelana, me encarava com tamanha naturalidade que me deixou sem jeito.
Nós trocamos olhares então ela passou por mim, seguiu seu rumo em meio à multidão.
Agora só me resta lembrar de sua figura e clamar ao universo para que um dia eu a veja novamente.
