Definhando

Ela vai sugando minha felicidade, me matando aos poucos, eu vejo minha alma saindo pelos poros e não posso fazer nada.
Minhas memórias felizes se foram, meus sentimentos bons se esvaíram, apenas a raiva e a tristeza restaram.
Raiva de mim mesmo, por viver em um mundo medíocre e não erguer minha voz para dar minha opinião.
Tristeza por ver pessoas se matando por tão pouco e a única coisa que a autoridade sabe fazer é matar aquele que sobreviveu.
Os barulhos que vêm da cidade me enlouquecem, as motos, carros, tiros, gritos, tudo me deixa mais e mais depressivo.
Assim a sociedade vai me matando, aos poucos, seja com a poluição ou com as coisas ridículas que sou obrigado a presenciar.
Cada dia uma parte de mim morre e chegará o dia em que nada restará.




Pulsar

Será que meu coração ainda presta?
Depois de tanto sofrimento
Tanta dor causada por quem eu amo

Fico aqui pensando
No que eu deveria fazer
Para dar-lhe uma ultima serventia

Amar as pessoas ele já não pode
Pois já sofreu muito por amores
Por amizades falsas e interreseiras

Pulsar já é uma tarefa árdua
As rachaduras fazem o sangue escorrer dele
Os machucados lhe fazem ficar debilitado

Pois o arrancarei de meu peito
Como ele é apenas mais uma carne
Poderá lhe alimentar, ó destino.

Doce Megera

Meu coração sangra por você
Sangue que você diz tanto adorar
Então o pegue pra seu prazer

Sugue até a ultima gota
Morra por esse prazer
Se torne uma estatua de pedra
Mesma pedra que usa como máscara

Ò doce amada
Ò cruel megera
Quem és tu?

Amo-te assim
Ora violenta
Ora amorosa

Corta-me ao seu bel prazer
Para depois beijar a ferida
Apenas para sugar-me o sangue
Que por amor lhe pertence