Nem sei mais o motivo de eu escrever coisas aqui, perdi meu dom anos atrás, meus textos estão sinceramente cada vez piores, alias, sei que ninguem vai ler isso e se ler tenho certeza de que não se importa, já que ninguem se importa realmente.
Vou aproveitar essa ultima postagem pra reclamar da vida, que é o que eu faço de melhor, não?
Irei te dizer algo meu caro leitor, estou cansado de viver, e me admiro as pessoas que vivem sem se cansar, amores nunca dão certo, não ame nunca e se amar dê valor antes de perder, não faça como eu. Amo uma garota e sei que não vou poder mais poder beijar ou sussurrar em seu ouvido.
Acredito que assim como pessoas alheias não lerão isso ela também não irá, mas se ler, saiba que te amo embora nada importe mais.
Então, não sigam meus passos, não escrevam sobre mortos, sobre tristeza ou sobre amor, vivem coisas felizes, ou acabaram como eu, um jovem triste e sozinho.
Eu estava pensando em você, coisa que eu faço muito desde que te conheci e sabe, existem musicas perfeitas para descrever cara momento que passei com você.
Como uma das tuas cantoras favoritas canta, "porque quando você me abraça o mundo gira devagar" e eu me sentia assim mesmo, perto de você nada mais importa e nessa mesma musica existem outras coisas, já que adoro essa sua cara de sono e o timbre a tua voz quando começa a falar maluquices que só poderiam sair dessa sua cabeça confusa.
Mas infelizmente eu não sei fazer canções para te gravar em mim, apenas textos, a maioria sem graça, sem sentido e recheados de clichês, mas só assim sei demonstrar o que sinto.
Alias, sinto que que não devo deixar pra semana que vem pra dizer o que sinto, apesar de que a essa altura não deve importar mais e eu estou caindo aos pedaços por isso, será que você entendeu a referência a outra cantora?
Mas no final tudo que importa é que eu queria que você fosse meu final feliz.
Como uma das tuas cantoras favoritas canta, "porque quando você me abraça o mundo gira devagar" e eu me sentia assim mesmo, perto de você nada mais importa e nessa mesma musica existem outras coisas, já que adoro essa sua cara de sono e o timbre a tua voz quando começa a falar maluquices que só poderiam sair dessa sua cabeça confusa.
Mas infelizmente eu não sei fazer canções para te gravar em mim, apenas textos, a maioria sem graça, sem sentido e recheados de clichês, mas só assim sei demonstrar o que sinto.
Alias, sinto que que não devo deixar pra semana que vem pra dizer o que sinto, apesar de que a essa altura não deve importar mais e eu estou caindo aos pedaços por isso, será que você entendeu a referência a outra cantora?
Mas no final tudo que importa é que eu queria que você fosse meu final feliz.
Estava sentado no campus da faculdade lendo alguma coisa
como todos os dias depois do almoço, “Método de dissecação”, leitura
interessante para um aluno de medicina, me lembrava de quando eu era um garoto
incorrigível que sentia prazer em matar.
-Oi! – Diz uma garota que senta-se ao meu lado.
-Olá. – Respondo da maneira mais seca possível.
-O que você está lendo? – Pergunta tentando puxar assunto.
Não respondo, apenas viro a capa para ela conseguir ler o
nome do livro.
- Hum... Métodos de dissecação, parece interessante.
-É sim, gosta do assunto?
-Nunca me aprofundei, mas parece legal.
-É sim se você for um estudante de medicina, e gostar de
anatomia.
-Eu comecei a pouco tempo a faculdade de medicina, quero ser
cardiologista. – disse ela parecendo decidida.
-Legal. – respondo- Eu pretendo ser neurocirurgião, mas
ainda tenho uma quedinha pela patologia e traumatologia.
-Nossa você parece alguém que entende bem disso, será que
pode me ensinar algumas coisas?
-Claro, é só marcar, te passo meu
numero e você avisa quando quiser. – Isso encerrou a conversa, ela anotou meu
numero, agradeceu com um sorriso gigante e seguiu seu caminho.
Algumas semanas passaram e eu havia esquecido dela, nunca
pensei que ela chegaria a marcar algo, eu sou apenas um garoto esquisito, lendo
um livro estranho e que começou a conversa sendo arrogante, mas lá estava ela,
numa tarde fria apareceu uma mensagem em meu celular:
“Café no Point da faculdade, as 19h, leva aquele livro
legal, K.”
Demorei a entender a mensagem, a se quer lembrar da garota,
mas ela lembrou de mim, me chamou pra sair com ela, ela merecia uma morte memorável
já que seria minha primeira vitima depois de anos parado.
Eram 18:45 e eu estava no lugar marcado, uma xicara de café
na mão, o livro aberto na mesa e o olhar perdido sabe-se lá por onde. Ela
apareceu meio atrasada, com um jeito meio tímido e encantador. Conversamos por
horas sobre o assunto do livro, sobre a faculdade, o que esperávamos das
carreiras, estava ficando tarde, eu já estava no sexto café, o dinheiro
acabando e ela não parava de falar com um jeito que me prendia a atenção como
nunca antes tinha acontecido.
Nos expulsaram do café, tudo que nos restava era a grama que
cobria a maior parte do campus da faculdade, sentamos ali, meio colados por
causa do frio, foi quando um beijo aconteceu, de um jeito natural e
apaixonante, ela logo se encolheu, como se tivesse vergonha, só não sei do que,
mas eu já estava preso no seu charme e a essa altura nem lembrava que queria
mata-lá.
Aqui faz muito frio e a chuva consegue piorar tudo, a
neblina no meio da manhã chega a ser surreal. Estou com um casaco pesado e
ainda assim casaco pesado e ainda assim meu corpo dói por causa da temperatura.
A sensação térmica faz com que o fato de sair na rua seja
extremamente desagradável, mas como não mato ninguém a algum tenho resolvi dar
uma volta para conhecer essa cidade estranha e quem sabe encontrar alguma
vitima pelo caminho.
A cidade não é muito grande e logo atravesso a parte central
dela, poucas pessoas cruzam por mim durante minha caminhada, todos apressados
para fugir do frio. Vejo placas apontando para um lago famoso, sou curioso não
nego, e a ideia de um corpo boiando nele me deixa muito animado e o fato de não
saber o que me espera pra lá torna tudo mais divertido.
No caminho as casas começam a diminuir e vão dando lugar a fileiras bem alinhadas de arvores, ao longe, no que parece ser o final da rua a neblina começa a ficar mais densa tornando a visibilidade ainda mais baixa do que já estava e com a proximidade do lago vai ficando cada vez mais frio, apesar de meu corpo dizer que isso seria impossível, será que estou ficando mais louco ainda?
O local é muito bonito, apesar de conseguir ver pouco, o fato de estar deserto é uma pena, então me sento em algumas pedras e fico observando as ondulações no lago, o vento forte e congelante fazendo algumas folhas dançarem na superfície da água, no meu fone de ouvido começa a tocar "Boy and the Ghost", musica apropriada pra um dia gelado e que faz vir a mente coisas do passado que finalmente deixei pra trás.
Não quero mais ficar aqui, essa solidão está me entristecendo, quero voltar para a minha casa, para a pessoa que me faz feliz e já que não vou poder me divertir por aqui acho melhor procurar um lugar que sirva chocolate quente, já que agora só isso pode melhorar meu dia.
Não sei bem o que eu estava sentindo naquele momento, era uma mistura de medo e fascínio, que me deixava atônito enquanto olhava praquela figura surreal.
Uma garota pequena, aproximadamente 13 anos eu diria, trajava um vestido de um vermelho tão vivo que parecia emanar de suas veias e espalhar-se pelo tecido, ou seria do sangue de suas vitimas que jaziam no chão.
Ela possuía um brilho sanguinário no olha, enquanto me olhava como se estivesse analisando o que faria comigo em seguida.
Vinha em minha direção, como se eu fosse um criminoso.
Aquele olhar, era maldoso, é como se me consumisse a cada instante.
A cada segundo, eu estava sendo manipulado, como se fosse um escravo. Ela não tinha piedade das minhas rezas, e também não sentia minhas súplicas.
Seria ela pandora, que havia saído do seu descanso nos domínios de Hades, e agora viera para a terra buscar a alma dos pecadores?
Realmente, ainda não sabia quem ela seria.
No entanto, eu já não mais tinha forças, eu sucumbia sob aquele céu noturno, que antes era tão estrelado mas agora parecia um buraco negro, escuro e sem fim.
Então ela se aproximava de mim lentamente, quando me deu um último golpe me fez cair sobre aquele chão amaldiçoado por outros pecadores.
E eu me dei completamente por vencido, após aquela tulipa negra que ela havia jogado sobre o meu corpo. O que a parecia estar me violentando, porém com um ar bem distinto.
E quando me recuperei, eu me encontrava naquela junção de almas mortas, onde durante séculos reinou a atormentação na mente de todas as nações.
Porcelain Doll
Postado por
Luis.
às
14:33
Ela usava um vestido vermelho que me chamava a atenção de uma forma surpreendente, não era um vestido decotado ou colado, típico para seduzir, era apenas um simples vestido de verão que ficava largado por cima do corpo desleixadamente, talvez fosse apenas a dona que era de uma graciosidade jamais vista por mim.
Seu cabelo simetricamente amarrado no topo, abaixo estava desajeitado e largado pelos ombros, o que inspirava uma perfeição magnífica.
Seus olhos, agitados e indecifráveis me fizeram pensar coisas além da imaginação.
Um rosto perfeito e pálido como o de uma boneca de porcelana, me encarava com tamanha naturalidade que me deixou sem jeito.
Nós trocamos olhares então ela passou por mim, seguiu seu rumo em meio à multidão.
Agora só me resta lembrar de sua figura e clamar ao universo para que um dia eu a veja novamente.
