Are you suffering?


Mesmo parecendo extremamente improvável, escrever isso está sendo difícil para mim, pois a vitima da vez um dia já foi minha amada, não vou falar que nunca perdoarei alguém, mas a sua traição foi demais para um apaixonado. Levar o outro ao nosso parque, onde nos conhecemos, nosso canto sagrado... Enfim ela merecia pagar.
Estávamos em minha casa como sempre e a persuadi de que estava na hora de ir pra cama “brincar” um pouco, ela ficou muito animada quando eu lhe disse que tinha uma surpresa, algo pra apimentar mais a brincadeira. Inocentemente se deixou ser amarada na cama e vendada, perguntei se poderia colocar alguma musica pra ajudar no clima e ela concordou, outro erro, assim que Liar – Emilie Autumn começou a tocar nas caixas de som seu sorriso desapareceu, tinha entendido tudo.
Fui cortando sua roupa e arranhando sua pele com a ponta da faca, não demorou muito até começarem a escorrer pequenos filetes de sangue que iam tingindo a roupa de cama de vermelho, aquela cor tão viva, aquele liquido tão pegajoso, aquele odor que para muitos é tido como repugnante ia preenchendo o quarto, mas para mim era o equivalente a um campo das mais belas flores, o cheiro do seu sangue sendo derramado por mim, um dos mais belos aromas.
Orgulhosa como sempre e tentando estragar minha diversão, ela manteve o rosto o mais sereno possível, não que isso fosse estragar minha noite, muito pelo contrário, eu estava só começando. Cortei suas mãos, com linhas que iam do pulso até a ponta dos dedos, como linhas da vida, mas ela continuava com uma expressão serena, continuei as linhas até as dobras do braço e nada, seu sangue escorria dos ferimentos, mas nada parecia lhe perturbar.
Com a cama já encharcada de sangue decidi que tinha chegado a hora de parar machuca-la e dar um pouco de prazer pra coitada, minhas mãos foram descendo pelo seu corpo e não tive surpresa alguma ao notar que estava excitada, já esperava isso. A penetrei e comecei a mexer meu corpo sobre o seu, seu quadril respondeu automaticamente, a expressão serena deu lugar a um prazer visível em seu rosto, seus ferimentos sangravam por causa da movimentação do corpo, seu coração bati rapidamente tentando enviar o que restara de sangue para o resto do corpo.
Estávamos no êxtase quando penetrei com a adaga na lateral de seu corpo, ela gritou de dor em meio a gemidos, sua expressão mudou rapidamente de prazer para desespero.
“Are you suffering? I want you suffering. I want you beautiful suffering. I want to see your pain!”.
Era a parte da musica que tocava quando ela deu seu ultimo suspiro.

Lição


Não sabia que perfurar um olho era tão divertido, ele tem uma consistência estranha, foi digamos diferente.
O The Wall tocava no volume máximo quando ele deu o primeiro grito, e foi ao som de Hey You que a sinfonia começou.
Ele estava em uma cadeira preso pelo tronco, braços e pernas, suas mãos soltas se mexiam sem parar, ele merece perder o indicador pelo que fez e então o corto, mais gritos, mais sangue, mas não quero que ele perca muito sangue, por isso cauterizo o que sobrou do dedo com um ferro que estava na lareira, algo rudimentar que arranca gritos, para o meu prazer é claro.
Seus lábios também não podem ser perdoados, corto primeiro os superiores e novamente queimo a carne para estancar o sangramento, agora os gritos me atrapalham pois ele não fica parado e isso começa a me irritar. Logo me vem a cabeça motivos para ele perder os dentes, é algo meio difícil arranca-los com um alicate, mas logo os quatro dentes da frente estão no chão e eu estanco o sangramento com um pano, não posso deixar ele acabar se afogando no próprio sangue. Repito o procedimento na parte de baixo, agora com mais prática. Mas ele se mexe mais e isso me preocupa, acho que desmaiou de dor, então o deixo descansar e vou tomar sorvete.
Volto algum tempo depois e ele está gemendo, o que significa que chegou a hora do grand finale, com a marreta eu quebro suas duas pernas em vários lugares, acho que foi a parte em que mais gritou e foi sem dúvida a que mais aliviou minhas tensões.
Mas eu ainda não lhes contei o motivo de ter feito isso nele, pois bem, contarei uma pequena história sobre algo que aconteceu uns dias atrás.
Eu estava caminhando pelo parque e vi minha assassina com outro, ele a beijava, mordia seus lábios e brincava com uma mexa do seu cabelo, enquanto encarava aquele rosto lindo que deveria ser só meu. Foi nesse momento que eu decidi que ela precisava aprender que era minha e que a morte seria pouco para ele.

Diário de um assassino: Agradecimento


As coisas aconteceram rápido demais, mas tentarei contar-lhes detalhadamente. Ela sentou no sofá de frente pro garoto e pediu que eu servisse o sorvete, quando voltei ela estava toda suja se sangue e logo abaixo do “Feliz Aniversário” estava um “Obrigada” grotescamente esculpido as pressas, achei isso muito excitante, tanto que o sorvete só serviu para nos sujarmos, se foram tomadas duas colheres eu diria que foi muito, logo estávamos no chão da sala, apenas com roupas intimas, quanto mais o garoto amarrado geme de dor mais ela se mexe encima de mim, eu estava quase ficando maluco, querendo arrancar o que restava de roupa, tanto minha quanto dela,  foi quando ela puxou o estilete e fez um corte em mim, depois outro e outro, até meu peito estar coberto de sangue que saiam de pequenos cortes, então ela derramou o sorvete e se deitou sobre mim, lambuzando-se bem, depois se ergueu novamente e tirou o que faltava da sua roupa, ao se deitar novamente começou a retirar o que faltava da minha roupa, enquanto ia descendo pela mistura de sorvete e sangue.
Virei ela e a beijei, logo comecei a descer para seus seios, brincando com eles e passando a língua naquela mistura de sangue e sorvete, continuei descendo até chegar a sua barriga, onde fiquei rodeando seu umbigo com o dedo, quando desci mais ela se mexeu como se tivesse sentido um calafrio ou cócegas. Ela com as pernas abertas, esperando o toque e eu passo direto pra sua coxa direita, dando mordidinhas, zombando dela, passando pra coxa esquerda com a língua pelo meio, dessa vez ela geme, mas novamente eu volto a morder a coxa. Quando finalmente chegou ao meio ela se entrega, larga o corpo no chão e tudo que ouço são seus gemidos, quando ela está enlouquecendo eu paro e volto pra cima dela e a olho nos olhos enquanto a penetro, depois de tudo o que eu fiz ele entra com facilidade, deslizando, e a dança começa, movimentos ritmados ou desencontrados, trocas de posições, ela está encima de mim quando começa a se contorcer e logo depois chegamos juntos no final.
Então dois corpos cansados e sujos deitam abraçados, no chão da sala e ali dormem, como anjos.


Eu conhecia ela há poucos dias e já estava totalmente arrebatado pela sua inteligência e beleza, ela era o que eu sempre procurei, mas ainda sim parecia meio distante e eu estava ficando angustiado com isso, não gosto de ficar me sentindo assim.
Seu aniversário estava chegando e eu queria lhe dar um presente, sei que não poderia competir com o que ela ganharia das outras pessoas, mas não custava tentar, fazer a única coisa que eu sei.
Procurei o dia todo a vitima perfeita, alguém algum garoto que remotamente se parecesse comigo, no fim da tarde eu o achei, espero que ela goste do presente, deu muito trabalho acha-lo e ainda nem sabia como mostra-lo a ela. Eu segui o garoto até um café onde ele se encontrou com amigos, a felicidade de todos me enoja, mas mesmo assim me alegro de pensar que essa vai ser a ultima vez que ele sorri.
Quando ele finalmente saiu de lá já era tarde, as ruas estavam escuras, o que facilita muito o meu trabalho, um golpe na cabeça e está tudo acabado, carregar ele que se mostra difícil, acho um táxi e o coloco pra dentro, taxistas nunca são muito espertos, ele cai na conversa de que meu amigo tinha bebido demais e tinha desmaiado, a viagem até em casa foi tranquila e rápida, o taxista me ajuda a coloca-lo no sofá, pago a mais pela ajuda e ele sai sorridente.
Agora a parte divertida, tiro sua camisa e amarro-o na parede por braços e pernas, jogo água no seu rosto para ele acordar, também quero me divertir, quando vejo que está bem alerta pego minha faca de estimação e começo a afia-la em sua frente, o pânico nos olhos dele é algo prazeroso, e quando começo a cortar sua pele ele geme de dor, a lembrança dele sorrindo me faz gargalhar, em pouco mais de 10 minutos tudo está pronto, agora é só esperar minha amada chegar.
Ela chega e encontra uma sala escura, estou ao seu lado e aponto pra onde deve olhar, ligo a luz e ao mesmo tempo grito “FELIZ ANIVERSÁRIO”, olho para ela e a vejo encarando o garoto amarado, no seu peito está escrito “Feliz Aniversário”, ela fica o encarando e nada diz, fico na dúvida, não sei se gostou do meu presente.


Ficamos parados naquela posição por algum tempo, a tensão sexual era quase palpável, duas pessoas que a muito se buscavam estavam juntas.
O cheiro de sangue que ela exalava estava me deixando excitado, algo que antes nunca havia acontecido, seria ela a causadora disso? Tenho medo do que fazer, quero beija-la, mas se eu fizer qualquer movimento ela corta minha garganta, ela tem um brilho no olhar que eu não consigo decifrar, uma malicia que contrasta com sua aparência de jovem inocente.
Não consigo entendê-la, parece apenas uma criança, mas quer me seduzir com o olhar e sua postura.
Me afasto lentamente e ela retira a mão de meu pescoço, como se entendesse que nenhum de nós precisássemos morrer, não agora, passado um tempo se encarando decido tentar conversar.
-Foi você que matou os dois garotos?
-E se tiver sido eu? – pergunta em tom de desafio.
-Eu estaria ainda mais interessado em você.
-E você está?
-Claro, não é todo dia que alguém tenta cortar minha carótida.
-E você se interessaria em uma garota apenas por isso?
-Não, mas você também exala um suave cheiro de sangue, o que me faz supor que as vitimas noticiadas são suas.
-Me pegou nessa, admito, matei eles, estava procurando alguém e pelo jeito achei.
-Acho que involuntariamente eu também estava, mas não sei o que fazer agora.
-Que tal irmos tomar sorvete de flocos?

Diário de um assassino: A garota


Os noticiários locais só falam dos dois assassinatos que ocorreram aqui na minha cidade, ambos de maneiras semelhantes e com vitimas na mesma faixa etária, os dois homens.
 Meu primeiro pensamento foi raiva, alguém estava matando no meu território, como se fosse pra chamar a minha atenção, e o pior, as vitimas tinham o mesmo perfil que eu.
Decidi sair pra esfriar a cabeça, passar a tarde no parque, em meio as arvores, olhando as pessoas correndo pela trilha. No caminho uma garota passou por mim, rosto sereno, camisa preta, saia e um all star até o joelho, admito que chamou minha atenção, mas segui meu caminho, concentrado na musica que tocava no fone de ouvido.
Estava sentado no meu lugar habitual quando vi ela passar novamente, dessa vez me encarando com um olhar de malicia, não dei bola pra isso, minha raiva no assassino era tanta que não me dei ao luxo de pensar em uma possível paquera, talvez uma vitima.
Não demorou muito tempo até que se aproximou e sentou ao meu lado, quieta, encostada em mim embora não desse sinal de querer conversar, só por precaução eu peguei meu canivete no bolso e coloquei aberto pra dentro da manga da camisa, ela se virou de frente pra mim e começou a se inclinar na minha direção, com uma mão no meu pescoço, como não sou bobo comecei a fazer um movimento pra colocar a mão na cintura dela. E estávamos lá, a ponto de morrer, ela com um bisturi no meu pescoço e eu com um canivete na sua barriga, foi quase amor à primeira vista.

Diário de um assassino: Peças de xadrez


Esta frio demais, não gosto disso, essa marreta é muito pesada, mas eu quero terminar o trabalho dele. Vou explicar-lhes quem é ele e o que eu vou fazer, seu nome é Alexander Pichushkin, ele é um companheiro de serviço e queria matar pessoas suficientes para completar um tabuleiro de xadrez, faltam apenas duas, um casal, rei e rainha.
Minha mochila pesa por causa do peso da marreta, mas preciso dela, era a ferramenta dele, o frio da noite incomoda, as ruas estão desertas e estou começando a cansar. Passo por um homem sozinho, mas não é o que eu procuro, mas o fato dele ser ruivo me é tentador, uma pessoa que eu mataria se fosse por mim, mas como estou numa nobre missão não posso.
Depois de um tempo passei por um casal, ele loiro, ela morena, não serviam, não seriam rei e rainha do mesmo lado, sei que o Alex não agia assim, mas eu quero me divertir, então farei ser perfeito, ao menos isso será do meu jeito.
Demorou um pouco e caminhei muito, mas achei, um casal de morenos, vou seguindo eles a certa distancia, tenho certeza que me viram, mas porque teriam medo de um pequeno garoto frágil? Perto de uma rua deserta vou tirando a marreta da mochila, a adrenalina começa a subir, sinto meu corpo formigando, coloco meu sobretudo na mochila para não suja-lo, caminho mais rápido pra alcançá-los, claro que se eu bater no homem ela irá fugir, mas se eu bater nela ele vai ficar pra brigar e é isso que eu faço, acerto as costas da mulher e ela cai, automaticamente o homem se vira pra mim querendo me bater, presa fácil, quebro um de seus braços com a marreta quando ele tenta se defender, cai no chão gritando de dor, duvido que ouçam a essa hora da madrugada, acerto a mulher na cabeça três vezes enquanto ele olha, o cranio ficou muito deformado, mas cuidei pra não estragar o rosto, ele olha com ar de aterrorizado, murmura alguns nãos, eu me sujei de sangue, ainda bem que guardei o sobretudo, é tão excitante estar coberto de sangue novamente, depois de tanto tempo, mas não posso ficar devaneando, ele está gritando, hora de brincar com o homem, vou arrastando a marreta até onde ele está, recebo um olhar de suplica, ergo a marreta e fico encarando-o, sinto uma onda de prazer percorrer meu corpo enquanto ela desce de encontro ao seu rosto, esmago-o sem piedade e continuo batendo até sentir o concreto do chão.
Que sensação maravilhosa essa de dever cumprido, visto o agasalho e volto pra casa calmamente, amo andar pela cidade durante a noite, ela é tão silenciosa e calma, tão linda iluminada artificialmente, chego em casa e vou dormir, será um ótimo sono com esse cheirinho de sangue fresco.

Diário de um assassino: Chocolate com Sangue


Eles não param de falar de mim, eles falam sobre um perigoso assassino que deve ser parado, mas eu não estou prestando atenção no que eles dizem, não posso brincar com quem eu quero e isso me deixa triste, minha linda garota está longe e assim a brincadeira se torna impossível, preciso achar alguém pra ficar no lugar dela, maldita, porque foi se esconder tão longe de mim?
Às vezes isso aqui fica muito solitário, odeio ficar sozinho nessa casa tão grande, tenho passado a maior parte do tempo comendo chocolates, trancado no meu quarto pois tenho medo que alguem me veja. Eu deito onde deixei o coração da outra linda garota, é frio lá fora, não tenho me sentido bem, não sei quem matar, acho que preciso de uma amiga.
Sinto falta de algo, há quanto tempo eu não sou amado por alguém? Eu já fui amado por alguém? Se fui, não lembro dessa época.
Acabou o chocolate.
Como eu queria que ela estivesse perto de mim, seria tão legal brincar com ela, eu iria arrancar seus lábios com suaves beijos, do mesmo jeito iriam seus lindos e formosos seios, pequenas mordidas em sua barriga para apenas rasgar levemente a carne, acariciar delicadamente suas partes genitais, para que sentisse em meio a dor o mesmo prazer que eu sinto em lhe causar dor, suas coxas não passariam despercebidas, também as morderia, assim como fiz em sua barriga e por fim comeria seu coração, para ser meu pelo resto da minha vida.
São só idéias, acho que isso nunca vai acontecer, o que é uma pena, estou com fome. Melhor eu ir buscar mais chocolate, até mais.


Como é gratificante ver meu trabalho reconhecido, é uma pena não poder me declarar como artista, mas minha marca sempre estará presente. Eles me chamam de “Assassino do Coração”, não era minha intenção ficar conhecido assim, mas quem sou eu para ir contra o povo a quem eu dedico meu trabalho?
O próximo não será tão teatral, o que torna tudo chato, fico aqui pensando com meus botões, será que uma morte sem sangue pode ser proveitosa?
Ele é um idiota, esse é o único motivo para matá-lo, o seu único prazer é perturbar pessoas como eu, perturbar meus amigos e por isso ele merece morrer, essa é o único motivo de eu ter aberto uma exceção nos meus planos e acabar o matando.
Colocar duas gotas de sonífero em sua garrafa de água não foi uma tarefa difícil, ele não à leva junto quando sai na hora do intervalo. Perto do final da aula já percebo que ele está sonolento, ninguém presta atenção nele dormindo, isso já é uma coisa rotineira, ele frequentemente é acordado pelas faxineiras muito depois da aula já ter acabado, mas não dessa vez.
Espero todos saírem, não é uma tarefa difícil já que eu havia espalhado muitas coisas pela minha mesa. Um fio elétrico passando pelo pescoço, enforcando-o, ele se debate, não que tenha acordado pela falta de ar, são apenas os espasmos musculares de um corpo tentando se salvar, logo acaba, limpo, fácil.
Foi mais prazeroso que eu imaginava, seu corpo se chocando contra o meu, o barulho das mesas e cadeiras sendo empurradas, a tensão pelo medo de ser descoberto por alguém que ainda estivesse por ali.
Com o fio que antes o enforcava eu agora moldo no formato de um coração, um lindo coração feito do fio assassino, um coração que será encontrado pendurado em seu pescoço.
Estou triste, acho que vou comprar chocolate e sorvete na volta pra casa, até mais meu caro leitor.

Diário de um assassino


Desculpe se parecer uma leitura chata e cansativa, é a primeira vez que faço registro de algo assim e espero que não seja a última.
Segui minha vítima durante uma semana inteira para ver se haveria alguma alteração em sua rotina, mas a rotina que será descrita foi seguida todos os dias.
Ela passa a manhã em casa, em dois ela limpou a casa, sempre escutando musica alta, na maior parte do tempo ela escutou sertanejo (musica horrível, mas agüentei por um bem maior). Na parte da tarde ela foi para escola, saindo de casa às 12h40min, vigiá-la na escola foi uma tarefa fácil, nós estudamos na mesma escola. Chega em casa por volta as 17h45min e vai ao mercado sozinha logo depois das 20 horas.
Já decidi quando e onde atacar, no seu caminho para o mercado existe uma construção, sei que vou parecer meu clichê, mas é o melhor lugar para fazer isso, aberto e sem ninguém.
Quinta-feira, 18h30min, estou na casa em construção, droga tanto tempo esperando e mal vou poder aproveitar , terei que matá-la rápido, vou ter uma meia hora antes que os pais saíam para procurar-lhe.
Perto às 20h15min ela aparece, vai até o mercado a uma quadra dali e eu a sigo, agora não falta muito.
Na volta do mercado eu começo a abordagem, foi mais fácil do que eu pensei que seria, ela usa fone de ouvido nessas suas saídas noturnas, uma pequena pancada na nuca foi o suficiente, arrastar ela para dentro da construção foi a parte mais fácil, a garota era leve.
Como é cheirosa, sua pele é mais macia do que eu pensava, seu traços mais delicados agora que estou a contemplar mais de perto, depois de longos minutos começa o trabalho, ela pode acordar a qualquer momento, então amarro-a e amordaço para evitar barulhos desnecessários, logo ela acorda com a movimentação em seu corpo e era isso mesmo que eu desejava.
Seu olhar assustado me fascina, posso dizer até que me excita, o medo em seus olhos quando me vê com uma faca na mão, quase me faz chegar  ao êxtase. Quando finalmente finco a faca em seu peito, seu corpo se debate abaixo de mim, seu rosto se contraí com a dor, seu olhos lacrimejam e eu sinto um prazer inexplicável, abro seu peito com cuidado, retiro seu coração e coloco um coração de brinquedo em seu lugar.
-Você brincou com o coração de muitos, agora é a vez do seu coração se tornar um brinquedo.
Tiro as cordas dela, pego uma mecha de seu cabelo e tiro uma foto para a coleção, minhas roupas estão muito sujas de sangue, o cheiro é bom, muito bom, coloco o sobretudo para tampar a roupa ensangüentada, com a mochila nas costas eu saio normalmente da construção e caminho pelas ruas da cidade até minha casa.
No fundo do pátio eu enterro o coração e deito ali mesmo, com sangue pelo corpo e durmo como um anjo.