Como é gratificante ver meu trabalho reconhecido, é uma pena não poder me declarar como artista, mas minha marca sempre estará presente. Eles me chamam de “Assassino do Coração”, não era minha intenção ficar conhecido assim, mas quem sou eu para ir contra o povo a quem eu dedico meu trabalho?
O próximo não será tão teatral, o que torna tudo chato, fico aqui pensando com meus botões, será que uma morte sem sangue pode ser proveitosa?
Ele é um idiota, esse é o único motivo para matá-lo, o seu único prazer é perturbar pessoas como eu, perturbar meus amigos e por isso ele merece morrer, essa é o único motivo de eu ter aberto uma exceção nos meus planos e acabar o matando.
Colocar duas gotas de sonífero em sua garrafa de água não foi uma tarefa difícil, ele não à leva junto quando sai na hora do intervalo. Perto do final da aula já percebo que ele está sonolento, ninguém presta atenção nele dormindo, isso já é uma coisa rotineira, ele frequentemente é acordado pelas faxineiras muito depois da aula já ter acabado, mas não dessa vez.
Espero todos saírem, não é uma tarefa difícil já que eu havia espalhado muitas coisas pela minha mesa. Um fio elétrico passando pelo pescoço, enforcando-o, ele se debate, não que tenha acordado pela falta de ar, são apenas os espasmos musculares de um corpo tentando se salvar, logo acaba, limpo, fácil.
Foi mais prazeroso que eu imaginava, seu corpo se chocando contra o meu, o barulho das mesas e cadeiras sendo empurradas, a tensão pelo medo de ser descoberto por alguém que ainda estivesse por ali.
Com o fio que antes o enforcava eu agora moldo no formato de um coração, um lindo coração feito do fio assassino, um coração que será encontrado pendurado em seu pescoço.
Estou triste, acho que vou comprar chocolate e sorvete na volta pra casa, até mais meu caro leitor.
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