Ficamos parados naquela posição por algum tempo, a tensão sexual era quase palpável, duas pessoas que a muito se buscavam estavam juntas.
O cheiro de sangue que ela exalava estava me deixando excitado, algo que antes nunca havia acontecido, seria ela a causadora disso? Tenho medo do que fazer, quero beija-la, mas se eu fizer qualquer movimento ela corta minha garganta, ela tem um brilho no olhar que eu não consigo decifrar, uma malicia que contrasta com sua aparência de jovem inocente.
Não consigo entendê-la, parece apenas uma criança, mas quer me seduzir com o olhar e sua postura.
Me afasto lentamente e ela retira a mão de meu pescoço, como se entendesse que nenhum de nós precisássemos morrer, não agora, passado um tempo se encarando decido tentar conversar.
-Foi você que matou os dois garotos?
-E se tiver sido eu? – pergunta em tom de desafio.
-Eu estaria ainda mais interessado em você.
-E você está?
-Claro, não é todo dia que alguém tenta cortar minha carótida.
-E você se interessaria em uma garota apenas por isso?
-Não, mas você também exala um suave cheiro de sangue, o que me faz supor que as vitimas noticiadas são suas.
-Me pegou nessa, admito, matei eles, estava procurando alguém e pelo jeito achei.
-Acho que involuntariamente eu também estava, mas não sei o que fazer agora.
-Que tal irmos tomar sorvete de flocos?
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