Lição


Não sabia que perfurar um olho era tão divertido, ele tem uma consistência estranha, foi digamos diferente.
O The Wall tocava no volume máximo quando ele deu o primeiro grito, e foi ao som de Hey You que a sinfonia começou.
Ele estava em uma cadeira preso pelo tronco, braços e pernas, suas mãos soltas se mexiam sem parar, ele merece perder o indicador pelo que fez e então o corto, mais gritos, mais sangue, mas não quero que ele perca muito sangue, por isso cauterizo o que sobrou do dedo com um ferro que estava na lareira, algo rudimentar que arranca gritos, para o meu prazer é claro.
Seus lábios também não podem ser perdoados, corto primeiro os superiores e novamente queimo a carne para estancar o sangramento, agora os gritos me atrapalham pois ele não fica parado e isso começa a me irritar. Logo me vem a cabeça motivos para ele perder os dentes, é algo meio difícil arranca-los com um alicate, mas logo os quatro dentes da frente estão no chão e eu estanco o sangramento com um pano, não posso deixar ele acabar se afogando no próprio sangue. Repito o procedimento na parte de baixo, agora com mais prática. Mas ele se mexe mais e isso me preocupa, acho que desmaiou de dor, então o deixo descansar e vou tomar sorvete.
Volto algum tempo depois e ele está gemendo, o que significa que chegou a hora do grand finale, com a marreta eu quebro suas duas pernas em vários lugares, acho que foi a parte em que mais gritou e foi sem dúvida a que mais aliviou minhas tensões.
Mas eu ainda não lhes contei o motivo de ter feito isso nele, pois bem, contarei uma pequena história sobre algo que aconteceu uns dias atrás.
Eu estava caminhando pelo parque e vi minha assassina com outro, ele a beijava, mordia seus lábios e brincava com uma mexa do seu cabelo, enquanto encarava aquele rosto lindo que deveria ser só meu. Foi nesse momento que eu decidi que ela precisava aprender que era minha e que a morte seria pouco para ele.

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