Diário de um assassino: A garota


Os noticiários locais só falam dos dois assassinatos que ocorreram aqui na minha cidade, ambos de maneiras semelhantes e com vitimas na mesma faixa etária, os dois homens.
 Meu primeiro pensamento foi raiva, alguém estava matando no meu território, como se fosse pra chamar a minha atenção, e o pior, as vitimas tinham o mesmo perfil que eu.
Decidi sair pra esfriar a cabeça, passar a tarde no parque, em meio as arvores, olhando as pessoas correndo pela trilha. No caminho uma garota passou por mim, rosto sereno, camisa preta, saia e um all star até o joelho, admito que chamou minha atenção, mas segui meu caminho, concentrado na musica que tocava no fone de ouvido.
Estava sentado no meu lugar habitual quando vi ela passar novamente, dessa vez me encarando com um olhar de malicia, não dei bola pra isso, minha raiva no assassino era tanta que não me dei ao luxo de pensar em uma possível paquera, talvez uma vitima.
Não demorou muito tempo até que se aproximou e sentou ao meu lado, quieta, encostada em mim embora não desse sinal de querer conversar, só por precaução eu peguei meu canivete no bolso e coloquei aberto pra dentro da manga da camisa, ela se virou de frente pra mim e começou a se inclinar na minha direção, com uma mão no meu pescoço, como não sou bobo comecei a fazer um movimento pra colocar a mão na cintura dela. E estávamos lá, a ponto de morrer, ela com um bisturi no meu pescoço e eu com um canivete na sua barriga, foi quase amor à primeira vista.

1 comentários:

  1. Bruna Reis disse...

    Essa eu me surpreendi, não esperava isso.

    mto bem pensado :)
    Quero outro :)

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